sexta-feira, 17 de julho de 2009

Divisão, separação.



"...O pra sempre, sempre acaba..."
Como bem diz essa frase, nada é infinito... pelo menos sentimentalmente falando.
Hoje você ama, amanhã você continua amando, mas e depois? Isso aumenta? Diminui?
Difícil responder...
Depende de cada pessoa, de cada coração.
E amor? O que isso seria?
Procurei em olhares, canções, poesias e corpos, mas nada, ninguém realmente me fez entender o que é.
Pensei, senti, durante meus ultimos 4 meses, um sentimento estranho até então pra mim, creio eu que estava realmente apaixonada, não menti, não omiti, me entreguei inteiramente, aceitei um sentimento em mim que eu havia bloqueado.
Amor? É, talvez...
Só posso dizer que foi algo bom, estranhamente embriagante, possessivo, louco, apressado e intenso. Valeu a pena... Me fez rir todos os dias.
Me fez chorar por 3 dias seguidos quando acabou. E isso foi o mais estranho pra mim.
Descobri em mim uma garotinha, uma boba, fraca, fora do meu feitil... Ela sentiu uma dor terrivel quando ouviu as palavras: "- Vamos dar um tempo."
Era o que ela mais temia, desde o inicio, sempre disse: "- Eu só tenho medo de te perder."
Hoje eu vejo, mais um medo superado, não tenho mais nada a temer.
Ainda insisto na sinceridade das pessoas, por mais que isso doa em mim, por mais que eu sangre.
Hoje, graças a minha linda memória seletiva, eu quase não lembro do que me fazia bem. Porque se eu pensar nisso, certamente vou continuar sentindo, continuar querendo aquilo de novo, então simplesmente esqueço de tudo.
Apago. Divido meus pensamentos. Seleciono. Separo e fecho os olhos.

Um comentário:

Daniela Filipini disse...

Uma garotinha, que na fraqueza se tornou forte! :)
Adorei!