quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus ano velho, feliz ano novo!



E acaba sempre tudo igual...

Famílias reunidas, fogos, comidas, bebidas, farturas, o clima de alegria e ansiedade por um novo ano.

Mas o bom mesmo, é lembrar de todos os momentos vividos até agora, respirar fundo e avaliar o que valeu a pena!

Meu ano foi bom, inesquecível, fiz coisas que esperei muito tempo para fazer, fiz com a cabeça no lugar.

Respirei fundo quando senti medo, chorei quando não aguentava mais, ri quando senti vontade, abracei, beijei todos que mereciam... Aproveitei meu ano ao máximo!
Esse sim foi o MEU ano *-*
Cresci demais, aprendi muito no colégio, fiz amigos eternos, me distanciei de quem não merecia minha companhia.
Quando podia beber, eu bebia, quando podia ou queria dançar, eu dançava. E que ano ótimo pra festas heim! Quantas foram as noites intermináveis, os porres, as horas passadas nas ruas, no boliche ou no Blue ice... Quantos encontros, quantas pessoas novas, quantas histórias para serem contadas! Shows com chuva, caipirinhas, barracos e duas amigas sentadas em um colchão em plena madrugada, lavando a roupa suja ;x (HEIASUEAISUEHA)
Ano maravilhoso mesmo!

Aos amigos que estiveram comigo todo esse tempo, aos que no começo do ano não me esqueceram no carnaval, aos que ouviram minhas confissões e calaram-se para sempre, aos que fofocaram para Deus e o mundo sobre mim, aos que puderam me conhecer de verdade, aos que me julgaram sem antes saber como eu sou, aos que passaram tardes inteiras comigo sem fazer nada, aos que passaram uma noite comigo, aos que passaram horas no msn, aos que conheci a pouco tempo, aos amigos da piscina, aos meus pais que sempre me aguentaram, que me deram dicas, que brigaram comigo, me colocaram de castigo, me fizeram chorar de raiva, aos que me conheceram em uma festa e depois de tanto tempo ainda continuam comigo, me fazendo rir e me fazendo amar cada vez mais.... MUITO OBRIGADA, pelo melhor ano da minha vida.

Começar do zero um novo ano, me causa medo, tanto pela falta do colégio e início da faculdade, como por não saber o que me espera até dia 31 de dezembro de 2009...

Espero que o futuro me presentei com coisas boas, que faça de mim uma pessoa melhor e que definitivamente, aconteça o que tiver que acontecer.

Feliz ano novo, adeus 2008. *----*

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Aah, a raiva...


Como um sentimento tão nojento pode fazer parte da minha vida? Eu, uma pessoa tão limpinha, de bom coração, que sempre tenta fazer o melhor pelos outros, mesmo quando não pode, eu que sempre ajudo, sempre aconselho, sempre espero o melhor momento para agir, a hora certa para falar, digo obrigada, com licença, por favor... Eu que prefiro uma mentira bem contada à uma verdade horrível e cruel. Eu que tenho tanta coisa guardada que as vezes perco o controle, desabo, enlouqueço...

Queria apenas um espaço, um grito, um jeito de tirar toda essa raiva de mim... Não mereço tanta angústia, tanto rancor, que eu nem sei de onde vêm.

Falar de amor é tão simples, tão fácil, tão banal que me embrulha o estômago em momentos como esse. Mas falar de raiva? Rancor? ÓDIO? Ahhh isso me faz pensar mais, buscar no fundo da minha cabeça alguma coisa pra preencher as linhas, completar parágrafos e finalizar frases.

Pra mim o ódio é a melhor forma de demonstrar o quanto você se importa com alguém. O melhor jeito de tirar as lágrimas dos seus olhos, sem derramar uma gota sequer.

Quanto mais eu penso em certas coisas que me fazem/faziam feliz, mais eu vejo o quão estúpida eu sou.

Praticamente todas as pessoas que eu mais confio já me deram o mesmo conselho, a mesma dica, a mesma frase que eu acho ridiculamente PERFEITA pra mim, mas que eu não consigo seguir, não consigo perceber como aquilo me faria bem, como aquelas palavras me levariam à um lugar incrível, que eu busco desde que nasci.

Sou uma pessoa burra, porém, escondo tudo o que quiser, falo o que quiser, e contemplo o presente, que pra mim é o que mais importa.

Cheguei a conclusões ao meu respeito, que não são nem um pouco conclusivas. Não me entendo, já disse isso milhões de vezes.

Queria uma fórmula, um jeito de aprender a melhorar, esquecer o que me faz mal, buscar os amores verdadeiros que perdi, por ser... burra.

Queria um lugar só pra mim, queria ter palavras suficientes pra falar tudo o que sinto, mas não acho nenhuma combinação alfabética que me satisfaça para mostrar o que quero.

Então deixo assim, linhas mal feitas, palavras repetidas, frases sem nexo e a minha raiva... que incrivelmente morreu nessa última palavra.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Hoje, ontem e amanhã.


Eu acho que tenho que começar a aceitar as diferenças entre as pessoas. Sempre fui acostumada a fazer tudo do meu jeito, agir na minha forma de pensar, mas vejo que nem tudo é sempre como a gente quer, nem sempre as pessoas pra quem mais damos valor se importam com a gente. Vejo que cada ação tem uma reação, cada palavra falada em vão tem uma reação, mesmo que não agora, mas num futuro próximo.
Eu tenho esperanças de que algo bom se reserva pra mim; mas também tenho pressa e medo.
Quero tudo agora, mas sempre fiz do tempo meu grande aliado... Não sei se isso já me ajudou, mas tudo o que faço pensando no presente tem uma reação no futuro.
E viver nesse ir e vir, presente, passado e futuro, está me deixando cada vez pior, cada vez mais para baixo.
Respiro mais fundo cada vez que algo me machuca, e acumulo em mim, como sempre fiz. É difícil pra mim mudar um hábito desses, gostaria de tentar, mas pra mim a pressa é inimiga da perfeição.

domingo, 9 de novembro de 2008

Singularidade.


Eu canso de ser sempre assim, sempre na minha, aparentando ser uma coisa que eu, muitas vezes, não queria ser.
Sempre rindo, falando besteira, sendo legal, simpática, aguentando tudo sem dizer nada...
Isso realmente me deixa confusa.
Viver sempre trancada na armadura que eu criei com o passar dos anos já está me deixando louca. Quase não consigo mais respirar, o ar não entra, fico quase toda hora sufocadas por palavras que não conseguem sair, gestos que não consigo fazer, fico possuída pelo medo, pela vergonha, pela ignorância.
Quantas chances de me fazer sentir melhor eu já perdi? Inúmeras, dezenas de vezes deixei de falar algo que pesa em mim, por medo.
Não quero mais ser assim, quero falar o que tenho para falar, quero sentir o coração bater mais forte cada vez que fizer algo diferente, e não tentar parar essa adrenalina.
Quero mais coragem, menos medo, mais ação e reação, quero sair dessa minha capa, incrustada na pele que já faz parte de mim, já me fez forte o suficiente para aguentar muitas coisas, mas agora... agora ela se enferruja, quer tomar conta, quer me fechar no seu mundo escuro, e eu não quero ficar ali, sozinha e com medo.
Quero sair, ser livre, chingar, brigar, não ser sempre aquilo que os outros querem que eu seja, ser mais eu mesma, filha do pai revoltado e da mãe superprotetora. Quero ter crises de rebeldia, dormir na rua, viajar sozinha, conhecer gente nova, me renovar. Quero amar de verdade e tornar isso recíproco.
Queria poder gritar, tirar toda essa massa nojenta que me faz pior - ou melhor - quero que cada lágrima que eu derrube valha a pena.

domingo, 2 de novembro de 2008

Monotonia?

Hoje é um desses dias nublados, tristes, aparentemente sem graça, sem vida e sem cor. Mas eu gosto. São nesses dias monótonos, frios e quentes, úmidos, que eu arrumo tempo para pensar... pensar na vida, nas coisas fúteis, nos meus objetivos e riscos que corro.
As coisas acontecem rápido, as pessoas passam rápido demais por nós ultimamente. Ninguém tem mais tempo para sentar, apreciar a chuva e simplesmente conversar sobre qualquer coisa.
Deveríamos mudar isso, fazer parte da vida de alguém, deixar que façam parte da nossa.
Ficar sozinha, mesmo estando rodeada de pessoas, é ótimo pra mim. O meu tempo, o meu espaço, na minha mente... Aqui tudo passa mais calmamente, preguiçosamente...
Estou arrumando espaço para refletir sobre mais coisas, além do que corriqueiramente eu reflito. Estou pensando mais na vida, no bem do próximo, na solução dos problemas e não só na suas causas. Aprendi isso, indiretamente com um amigo, não muito íntimo, nem de longa data, mas que me passa extrema confiança, e me fez ver o mundo com outros olhos; olhos de verdade.
Agradeço a Deus, sempre que posso, por colocar pessoas maravilhosas na minha vida, pessoas que eu sei que vão estar sempre comigo, me ajudando e apoiando. Meus amigos, minhas irmãs, minha mãe, sempre dando um empurrãozinho para o melhor caminho; porque pelo mal caminho eu sei que se quiser, eu não vou, e se for, consigo voltar numa boa e com ótimas lembranças.
Pensar é a melhor parte do ser humano, afinal é isso que nos diferencia dos animais, seres irracionais, que muitas vezes se comportam e agem melhor do que nós, hommo sapiens... Mas isso é tema para outro post.
Obrigada, beijo.

Estive pensando...

Para mim pensar é difícil, estranho, complicadíssimo... Eu sou aquele tipo de pessoa do 'aqui e agora'. O futuro é importante, mas não me causa medo. Bom, na verdade me causa angústia misturada com medo, mas eu ignoro. Esse é o meu problema, ignorar tudo, guardar o que é bom - ou não - e jogar o que é lixo fora. Algumas coisas que eu penso não ser lixo, guardo e, com o passar do tempo, elas apodrecem dentro de mim, fedem e eu vomito.
Tenho sentimentos que nem sabia que tinha, sinto coisas estranhas as vezes, porque demorei muito para crescer, ainda estou crescendo. Vendo o que vale a pena ou não, curtindo o bom e o ruim, não me importando com quase nada.
Mudei a pouco tempo atrás, quando realmente consegui gostar de alguém, alguém que eu não sabia que gostava tanto, até saber que não seria mais meu. Aquela velha hitória cantada nas músicas e escrita na memória e no coração de muitas pessoas. O amor é cruel, é gelado e corrosivo. Mas é tão bom, maravilhosamente bom e perigoso. E ele - ou a falta dele - foi o culpado por esse blog hoje.
Não vou poder afirmar nunca com toda a certeza do mundo, quem eu sou de verdade, porque eu não sei mesmo... não me entendo, e não penso muito, apenas digo o que vem na mente. E esse é o meu maior defeito, minha maior ambição, meu egoísto e egocentrismo. Não me importar com o futuro, nem com o presente. Eu acho que vivo em um passado constante e chato.E quero acabar com isso.